quinta-feira, 30 de agosto de 2012

2º Gincana Literária João Cruz - Autores

Biografias dos autores solicitados para as atividades


Autores do 1º ano

José de Alencar


José de Alencar (1829-1877) foi romancista, dramaturgo, jornalista, advogado e político brasileiro. Foi um dos maiores representantes da corrente literária indianista. Destacou-se na carreira literária com a publicação do romance "O Guarani", em forma de folhetim, no Diário do Rio de Janeiro, onde alcançou enorme sucesso. Seu romance "O Guarani" serviu de inspiração ao músico Carlos Gomes, que compôs a ópera O Guarani. Foi escolhido por Machado de Assis, para patrono da Cadeira nº 23, da Academia Brasileira de Letras.
José de Alencar consolidou o romance brasileiro, ao escrever movido por sentimento de missão patriótica. O regionalismo presente em suas obras, abriu caminho para outros sertanistas, preocupados em mostrar o Brasil rural.
José de Alencar criou uma literatura nacionalista onde se evidencia uma maneira de sentir e pensar tipicamente brasileiras. Suas obras são especialmente bem sucedidas quando o autor transporta a tradição indígena para a ficção. Tão grande foi a preocupação de José de Alencar em retratar sua terra e seu povo que muitas das páginas de seus romances relatam mitos, lendas, tradições, festas religiosas, usos e costumes observados pessoalmente por ele, com o intuito de, cada vez mais, abrasileirar seus textos.
José de Alencar (1829-1877) nasceu em Mecejana, Ceará no dia 1 de maio de 1829. Filho de José Martiniano de Alencar, senador do império, e de Ana Josefina. Em 1838 mudam-se para o Rio de Janeiro. Com 10 anos de idade ingressa no Colégio de Instrução Elementar. Com 14 anos vai para São Paulo, onde termina o curso secundário e ingressa na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.
Em 1847 escreve seu primeiro romance "Os Contrabandistas". Em 1950 conclui o curso de Direito. Pouco exerceu a profissão. Ingressou no Correio Mercantil em 1854. Na seção "Ao Correr da Pena" escreve os acontecimentos sociais, as estréias de peças teatrais, os novos livros e as questões políticas. Em 1856 passa a ser o redator chefe do Diário do Rio de Janeiro, onde em 1 de janeiro de 1857 publica o romance "O Guarani", em forma de folhetim, alcançando enorme sucesso, e logo é editado em livro.
Em 1858 abandona o jornalismo para ser chefe da Secretaria do Ministério da Justiça, onde chega à Consultoria. Recebe o título de Conselheiro. Nessa mesma época é professor de Direito Mercantil. Foi eleito deputado pelo Ceará em 1861, pelo partido Conservador, sendo reeleito em quatro legislaturas. Na visita a sua terra Natal, se encanta com a lenda de "Iracema", e a transforma em livro.
Famoso, a ponto de ser aclamado por Machado de Assis como "o chefe da literatura nacional", José de Alencar morreu aos 48 anos no Rio de Janeiro vítima da tuberculose, em 12 de dezembro de 1877, deixando seis filhos, inclusive Mário de Alencar, que seguiria a carreira de letras do pai.

Obras de José de Alencar

Cinco Minutos, romance, 1856;
Cartas Sobre a Confederação dos Tamoios, crítica, 1856;
O Guarani, romance, 1857;
Verso e Reverso, teatro, 1857;
A Viuvinha, romance, 1860;
Lucíola, romance, 1862;
As Minas de Prata, romance, 1862-1864-1865;
Diva, romance, 1864;
Iracema, romance, 1865;
Cartas de Erasmo, crítica, 1865;
O Juízo de Deus, crítica, 1867;
O Gaúcho, romance, 1870;
A Pata da Gazela, romance, 1870;
O Tronco do Ipê, romance, 1871;
Sonhos d'Ouro, romance, 1872;
Til, romance, 1872;
Alfarrábios, romance, 1873;
A Guerra dos Mascate, romance, 1873-1874;
Ao Correr da Pena, crônica, 1874;
Senhora, romance, 1875;
O Sertanejo, romance, 1875.

João Cabral de Melo

João Cabral de Melo Neto (1920-1999) foi um poeta brasileiro, considerado um dos mais importantes da literatura brasileira e famoso pelo livro “Morte e Vida Severina”.
João Cabral de Melo Neto nasceu em Recife. Estudou Direito e ingressou na carreira diplomática. Publicou o seu primeiro livro em 1942, “Pedra do Sono”, no qual já mostrava seu estilo poético rígido e uma composição extremamente madura.
João Cabral viveu durante um tempo na Espanha a serviço da diplomacia, e lá, adquiriu influência do estilo poético do realismo espanhol. Além da Espanha, viveu também nos EUA.
Em 1950, publicou o poema “Cão sem Plumas” e a partir de então, começou a escrever sobre temas sociais. Mas é em 1960 que o poeta publicou a sua obra mais famosa, “Morte e Vida Severina”, adaptada para o teatro e televisão. O poema narra a trajetória de um retirante, Severino, que para livrar-se de uma vida de privações no interior Pernambuco, ruma à capital, Recife. Porém, na cidade grande, o retirante depara-se com uma vida de dificuldades e miséria.
Em 1992, começa a sofrer de cegueira progressiva, doença que o leva à depressão. Em 1993, recebeu o Prêmio Jabuti, pela Câmara Brasileira do Livro.
Morreu em 1999, vítima de ataque cardíaco, no Rio de Janeiro.


Gil Vicente



 Gil Vicente (1465 — 1536?) foi um dramaturgo e poeta português. Escreveu Autos que ficaram conhecidos na língua portuguesa. É considerado o pai do teatro em Portugal e foi autor importante no período do renascimento.
Alguns teóricos acham que Gil Vicente nasceu em Barcelos. Outros, que ele nasceu em Guimarães. Mas muitos especulam que ele nasceu mesmo foi em Lisboa, embora alguns elementos de sua obra não comprovem isto. Casou-se com Branca Bezerra que morreu e o deixou viúvo. Casou-se novamente com Melícia Rodrigues.
Sua primeira obra conhecida, a peça “Auto da Visitação”, foi apresentada à rainha D. Maria em 1502 e tinha inspiração na adoração dos reis magos. A peça, além de escrita, foi também encenada por ele. Em 1506, foi apresentada a peça “A Custódia de Belém” para o mosteiro dos Jerônimos.
O filho de Gil Vicente, Luís Vicente, classificou a obra do pai em duas categorias: autos e mistérios (de caráter sagrado) e as comédias e farsas (de caráter profano). Mas é possível encontrar em obras como “Trilogia das Barcas” elementos que se intercalam. Sua obra prima é a trilogia de sátiras “Auto da Barca do Inferno” (1516), “Auto da Barca do Purgatório” (1518) e “Auto da Barca da Glória” (1519). A peça “Auto da Barca do inferno” possui um único espaço físico e duas personagens permanentes, o diabo e o anjo, que são os julgadores dos outros personagens que rumarão para a barca do inferno ou para a barca da glória. Em 1523, escreveu a “Farsa de Inês Pereira”, considerada sua obra mais competente do ponto de vista estrutural, cujo personagem central era Inês, fútil e preguiçosa, desejosa de um casamento que lhe livrasse do tédio da vida solteira, mas não conseguia ser feliz com os maridos.
Grande retrator da sociedade portuguesa do século XVI, Gil Vicente foi um dos maiores autores satíricos. Ele usou em sua obra elementos da cultura portuguesa e personagens do imaginário popular. Também escreveu poemas ao estilo das cantigas dos trovadores medievais. Morreu em lugar desconhecido.





Edgar Allan Poe



Edgar Allan Poe (1809-1849) foi um poeta norte-americano, autor do poema “O Corvo”. Escreveu contos sobre mistério, inaugurando um novo gênero e estilo na literatura.
Filho de atores, foi órfão muito cedo, sendo adotado por uma família de Virgínia. Poe teve uma boa educação e entrou para a Universidade de Charlotesville na Academia de West Point. Embora fosse bom aluno, era indisciplinado.
Poe enfrentou problemas de ordem familiar depois da morte de sua mãe adotiva e do casamento de seu pai com uma jovem, o que fez com que não tivesse direito aos bens .
Os poemas e contos de Poe eram destaque nos EUA. Chegou a ganhar concursos literários, como o da revista "Southern Literary Messager", cujo dono, Thomas White, o convidou para dirigir a publicação. Porém, por conta de seus problemas com o alcoolismo, Poe corta os laços profissionais com White.
Casou-se com Virginia Clemm, mas com a sua morte, leva às últimas conseqüências o seu já existente problema de alcoolismo.
Suas obras foram um marco para a literatura norte-americana contemporânea, com destaque para o seu mais famoso poema, “O Corvo” (1845), “Annabel Lee” (1849) e o “Histórias Extraordinárias” (1837), uma coleção de contos que influenciaram várias gerações de escritores de livros de suspense e terror.
Poe Morreu em decorrência do álcool, com apenas 40 anos de idade.


Machado de Assis





Machado de Assis (1839-1908) foi um escritor brasileiro. Um dos nomes mais importantes da nossa literatura. Primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras. Aos 16 anos publicou seu primeiro poema, "Ela". Trabalhou na Imprensa Nacional como aprendiz de tipógrafo. Autodidata trabalhou como revisor numa editora, entrando em contato com vários intelectuais. Passou a escrever para jornais e revistas do Rio de janeiro. Iniciou sua carreira de funcionário público, trabalhou no Diário Oficial, no Ministério da Agricultura e no Ministério da Viação. Amparado pela carreira burocrática entregou-se à vocação literária. Foi um autor completo. Escreveu romances, contos, poesias, peças de teatro, inúmeras críticas, crônicas e correspondências.
Machado de Assis (1839-1908) nasceu no dia 21 de junho, numa chácara no morro do Livramento no Rio de Janeiro. Filho de José Francisco Machado de Assis, um mulato, pintor de paredes. Sua mãe Leopoldina Machado de Assis era lavadeira, de origem portuguesa da Ilha dos Açores. Perdeu a mãe ainda pequeno e o pai casa-se pela segunda vez. Para ajudar nas despesas da casa trabalhou vendendo doces. Frequentou por pouco tempo uma escola pública.
Logo cedo mostrou seus pendores intelectuais, aprendeu francês com uma amiga. Em 1851 morre seu pai. Em 1855 frequentava a tipografia e livraria de Francisco de Paula Brito, onde se publicava a revista Marmota Fluminense, em cujo número de 21 de janeiro sai seu poema "Ela". Em 1856 entra na Tipografia Nacional, como aprendiz de tipógrafo, onde conhece o escritor Manuel Antônio de Almeida, de quem se torna amigo. Aí permaneceu até 1858.
Machado de Assis retorna, em 1858 para a livraria de Francisco de Paula Brito, onde se torna revisor. Sem abandonar a atividade literária, passa a frequentar o mundo boêmio dos intelectuais do Rio de Janeiro. Logo passa a colaborar para vários jornais e revista, entre eles Revista Ilustrada, Gazeta de Notícias, e o Jornal do Comércio. Em 1864 publica seu primeiro livro de poemas "Crisálidas".
Em 1867 inicia sua carreira de funcionário público. Por indicação do jornalista e político Quintino Bocaiuva, torna-se redator do Diário Oficial, onde logo foi promovido a assistente de diretor. Em 1869 casa-se com Carolina Augusta Xavier de Novais, que o estimulou na carreira literária. Em 1872 publica seu primeiro romance "Ressurreição". Em 1881 publica o romance "Memórias póstumas de Brás Cubas", que marca a fase realista de sua obra.
Machado de Assis teve uma carreira meteórica, como funcionário público. Em 1873 foi nomeado primeiro oficial da Secretaria de Estado do Ministério da Agricultura. Em 1880 já era oficial de gabinete. Em 1888 foi nomeado Oficial da Ordem da Rosa, por decreto imperial, pelos serviços prestados ao Estado. Em 1892 assume a direção Geral do Ministério da Viação.
Machado de Assis foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, em 1896. Aclamado presidente , por unanimidade, logo na primeira reunião, permaneceu no cargo até 1908. Ocupou a cadeira de número 23, cujo patrono anterior era José de Alencar. Em sua homenagem, a academia é também chamada de "Casa de Machado de Assis".
Em outubro de 1904 morreu sua companheira por 35 anos, Carolina Augusta Xavier Novais, que além de revisora de suas obras era também sua enfermeira pois Machado de Assis tinha sua saúde abalada pela epilepsia. Após sua morte o romancista raramente saía de casa. Em sua homenagem dedicou um de seus mais famosos poemas "A Carolina".
Machado de Assis morreu no dia 29 de setembro de 1908. Foi enterrado no cemitério de São João Batista, na mesma cidade onde nasceu e viveu toda sua vida. Representando a Academia Brasileira de Letras, o jurista Rui Barbosa fez um discurso em homenagem ao escritor.

Principais obras:

Poesias: Crisálidas (1864), Falenas (1870), Poesias Completas (1901). Contos: Contos Fluminenses (1870), Histórias da Meia-Noite (1873), Papéis Avulsos (1882), Histórias sem Data (1884), Várias Histórias (1896). Romance: Ressurreição (1872), A Mão e a Luva (1874), Helena (1876), Iaiá Garcia (1878), Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1891), Dom Casmurro (1899), Esaú e Jacó (1904), Memorial de Aires (1908). Teatro: Desencantos (1861), Quase Ministro (1864), Os Deuses de Casaca (1866), Tu, Só, Tu, Puro Amor (1881), Queda que as Mulheres Têm para os Tolos (1861), Páginas Recolhidas (1899), Relíquias da Casa Velha (1906).

Lima Barreto


Lima Barreto (1881-1922) foi escritor e jornalista brasileiro. Filho de pais pobres e mestiços sofreu esse preconceito em toda sua vida. Logo cedo ficou órfão de mãe. Estudou no Colégio Pedro II e ingressou na Escola Politécnica, no curso de Engenharia. Seu pai enlouquece e é internado, obrigando Lima Barreto a abandonar o curso de Engenharia. Para sustentar a família, empregou-se na Secretaria de Guerra e ao mesmo tempo, escrevia para vários jornais do Rio de Janeiro. Ao produzir uma literatura inteiramente desvinculada dos padrões e do gosto vigente, recebe severas críticas dos letrados tradicionais. Explora em suas obras, as injustiças sociais e as dificuldades das primeiras décadas da República. Com seu espírito inquieto e rebelde, Lima Barreto entrega-se ao álcool.
Afonso Henrique de Lima Barreto (1881-1922) nasceu no Rio de Janeiro no dia 13 de maio. Filho de Joaquim Henriques de Lima Barreto e Amália Augusta, ambos mestiços e pobres. Sofreu preconceito a vida toda. Seu pai era tipógrafo e sua mãe professora primária. Logo cedo ficou órfão de mãe.
Lima Barreto estudou no Liceu Popular Niteroiense e concluiu o curso secundário no Colégio Pedro II, local onde estudava a elite litrária da época. Sempre com a ajuda de seu padrinho, o Visconde de Ouro Preto, ingressou na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, onde iniciou o curso de Engenharia. Em 1904 foi obrigado a abandonar o curso, pois, seu pai havia enlouquecido e o sustento dos três irmão agora era responsabilidade dele.
Em 1904 consegue emprego de escrevente copista na Secretaria de Guerra, ao mesmo tempo que colabora com quase todos os jornais do Rio de Janeiro. Ainda estudante já colaborava para a Revista da Época e para a Quinzena Alegre. Em 1905 passa a escrever no Correio da Manhã, jornal de grande prestígio.
Em 1909 Lima Barreto publica o romance "Recordações do Escrivão Isaías Caminha". O texto acompanha a trajetória de um jovem mulato, que vindo do interior sofre sérios preconceitos raciais. Em 1915 escreve "Triste Fim de Policarpo Quaresma", e em 1919 escreve "Vida e Morte de M.J.Gonzaga de Sá". Esses três romances apresentam nítidos traços autobiográficos.
Com uma linguagem descuidada, suas obras são impregnadas da justa preocupação com os fatos históricos e com os costumes sociais. Lima Barreto torna-se uma espécie de cronista e um caricaturista se vingando da hostilidade dos escritores e do público burguês. Poucos aceitam aqueles contos e romances que revelavam a vida cotidiana das classes populares, sem qualquer idealização.
A obra prima de Lima Barreto, não perturbada pela caricatura, foi "Triste Fim de Policarpo Quaresma". Nela o autor conta o drama de um velho aposentado, O Policarpo, em sua luta pela salvação do Brasil.
Afonso Henriques Lima Barreto com seu espírito inquieto e rebelde, seu inconformismo com a mediocridade reinante, se entrega ao álcool. Suas constantes depressões o levam duas vezes para o hospital. Em 01 de novembro de 1922 morre de um ataque cardíaco.

Obras de Lima Barreto

Recordações do Escrivão Isaías Caminha, romance, 1909
Aventuras do Dr. Bogoloff, humor, 1912
Triste Fim de Policarpo Quaresma, romance, 1915
Numa e Ninfa, romance, 1915
Vida e Morte de M. J. Gonzaga e Sá, romance, 1919
Os Bruzundangas, sátira política e literária, 1923
Clara dos Anjos, romance, 1948
Coisas do Reino do Jambon, sátira política e literária, 1956
Feiras e Mafuás, crônica, 1956
Bagatelas, crônica, 1956
Marginália, crônica sobre folclore urbano, 1956
Vida Urbana, crônica sobre folclore urbano, 1956

Lygia Fagundes Telles


Lygia Fagundes Telles ( 1923) é uma romancista, contista brasileira, grande representante do modernismo. Suas obras mais conhecidas são "Ciranda de Pedra", Antes do Baile Verde", "As Meninas", e muitos contos, entre eles, "A formiga" e "O pôr-do-sol".
Nasceu em São Paulo, filha de um promotor e delegado de polícia. Mudou-se para o Rio de Janeiro ainda na infância. Começou a se interessar por literatura na adolescência e publicou o seu primeiro livro aos 15 anos, “Porão e Sobrado”. Em 1945, lançou “Praia Viva”, grande sucesso de vendas.
Lygia Fagundes Telles formou-se me Direito e Educação Física, porém, seu interesse maior era mesmo a literatura. Casou-se com o jurista Goffredo Telles Júnior, com quem teve um filho, e depois casou-se com o cineasta Paulo Emílio Salles Gomes.
Publicou uma vasta lista de livros: "Ciranda de Pedra" (1955), "Antes do Baile Verde" (1970), "As Meninas" (1973), entre outros.
Em 1985, tornou-se a terceira mulher eleita para a Academia Brasileira de Letras e faz parte da Academia das Ciências de Lisboa desde 1987. Entre várias premiações, destaca-se o prêmio Internacional de Contos Estrangeiros, na França, pelos livros “Antes do Baile Verde”, o Coelho Neto da Academia Brasileira de Letras, o Jabuti da Câmara Brasileira do Livro, o de ficção da Associação Paulista de Críticos de Arte pelo livro “As Meninas”, o Jabuti pelo livro “Invenção e Memória”, de 2001 e o prêmio Camões em 2005.
O estilo de Lygia Fagundes Telles é caracterizado por representar o universo urbano e por explorar de forma intimista, a psicologia feminina.



Mário de Andrade


Mário de Andrade (1893-1945) foi poeta, romancista, contista, e crítico de arte brasileiro. Publicou "Pauliceia Desvairada" o primeiro livro de poemas do modernismo. Estudou música no Conservatório de Música de São Paulo. Foi crítico de arte em jornais e revistas. Teve papel importante na implantação do modernismo no Brasil. Foi amigo inseparável de Anita Malfatti e Oswald de Andrade. Foi diretor do departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo. Foi funcionário do Serviço do Patrimônio Histórico do Ministério da Educação. Seu romance "Macunaíma" foi sua criação máxima, levada para o cinema.
Mário de Andrade (1843-1945) nasceu no dia 9 de outubro, na Rua da Aurora, em São Paulo. Filho de Carlos Augusto de Andrade e de Maria Luísa. Concluiu o ginásio e entrou para a Escola de Comércio Alves Penteado, tendo abandonado o curso depois de se desentender com o professor de Português. Em 1911 ingressou para o Conservatório de Música de São Paulo, formando-se em piano.
Em 1917, com a morte de seu pai, dava aula particular de piano para se manter. Nesse mesmo ano conhece Anita Malfatti e Oswald de Andrade, tornando-se amigos inseparáveis. Mário de Andrade foi um dos líderes da Semana de Arte moderna. Ainda nesse ano com o pseudônimo de Mário Sobral, publica seu primeiro livro "Há uma gota de sangue em cada poema", no qual critica a matança produzida na Primeira Guerra Mundial.
Mário de Andrade fez várias viagens pelo Brasil, com o objetivo de estudar a cultura de cada região. Visitou cidades históricas de Minas, passou pelo Norte e Nordeste, recolhendo informações como festas populares, lendas, ritmos, canções, modinhas, etc. Todas essas pesquisas lhe renderam obras como Macunaíma, Clã do Jabuti e Ensaio sobre a Música Brasileira. Mário foi Diretor do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo, entre os anos de 1934 e 1938.
Afastado do cargo por motivos políticos, ainda em 1938 foi para o Rio de Janeiro, onde lecionou Filosofia e História da Arte na Universidade. Foi incapaz de ficar longe de São Paulo, a cidade que amava, e em 1940 estava de volta. Foi ainda funcionário do Serviço do Patrimônio Histórico do Ministério da Educação. Faleceu no ano de 1945 em São Paulo, vítima de um ataque cardíaco.

Obras de Mário de Andrade:

Poesia: Há uma Gota de Sangue em cada poema (1917); Pauliceia Desvairada (1922 - cujo Prefácio Interessantíssimo é célebre); Poesias (1941); Lira Paulistana (1947).
Conto: Primeiro Andar (1926); Contos Novos (1946).
Romances: Amar, Verbo Intransitivo (1927); Macunaima (1928).
Ensaios: A Escrava que não é Isaura (1925); Música do Brasil (1941); O Movimento Modernista (1942).